Outro dia, no banheiro, sob aquela luz que não perdoa ninguém, fiquei por alguns minutos apenas olhando para mim mesma. Não peguei o celular. Não inventei uma tarefa urgente para escapar do espelho. Fiquei ali, encarando as linhas do meu rosto e do meu corpo.
E não falo apenas daquelas que aparecem às sete da manhã, antes do café, quando o mundo já parece ter opinião formada sobre a nossa cara. Falo das outras: as que sentimos por dentro antes mesmo de enxergar por fora.
Há linhas que nasceram de risadas repetidas. Outras, de noites mal dormidas, preocupações que ninguém viu e perdas que exigiram coragem. Há também as marcas do corpo: a pele que mudou depois dos filhos, do tempo e das fases em que fomos fortes sem sequer perceber.
E as cicatrizes, então? Algumas são visíveis; outras, ninguém nota. Mas todas contam que algo doeu, foi atravessado e, de algum modo, cicatrizou. Elas não diminuem a nossa beleza. Revelam que o corpo e a alma encontraram um caminho para seguir.
Durante muito tempo, nos ensinaram a olhar para essas marcas como algo a ser corrigido. Mas talvez elas sejam, antes de tudo, vestígios de uma história que merece respeito.
Porque envelhecer não é perder valor. É ganhar camadas. É carregar no olhar uma profundidade que não se aprende cedo e no corpo uma memória que ninguém pode reproduzir.
Cuidar da pele não precisa significar apagar quem somos. Pode ser um gesto de presença, carinho e reconhecimento pela mulher que atravessou tanto e ainda está aqui.
É nisso que a Verse acredita: cuidado com ciência, sim, mas também com verdade. Porque a sua história não precisa desaparecer para que você se sinta bonita. Ela pode, finalmente, ser honrada.
E as suas linhas, o que dizem sobre você? #semfiltro
Com carinho,
Vanessa