A que já não é vista como “jovem”, mas está muito longe de ser uma mulher sem vitalidade.
Nos últimos meses, vivi algo que me marcou profundamente.
Nas campanhas, nas produções e até nos bancos de imagens, é quase impossível encontrar essa mulher. Pedi às agências que me enviassem referências e, invariavelmente, chegavam fotos de mulheres que não se pareciam conosco.
As opções se dividem entre rostos ainda muito jovens ou mulheres bem mais velhas.
Como se essa fase simplesmente não existisse.
Mas ela existe e existe intensamente.
Está à frente de empresas, cria filhos, inicia novos projetos, reinventa a própria história.
Está atravessando o climatério ou a menopausa, mas com uma vitalidade que o mundo ainda insiste em não enxergar.
Certa vez, ouvi alguém dizer:
“Quando penso em uma mulher na menopausa, penso em uma árvore seca.”
Meu Deus! Quanta falta de sensibilidade, e acima de tudo, de conhecimento.
E é justamente por isso que precisamos falar também das mulheres que já passaram dos 60 e seguem abrindo caminho com uma energia admirável.
São elas que nos lembram, todos os dias, que há vida, desejo e potência também depois de todas as transições.
Essas mulheres, provam que a maturidade não é um ponto de chegada, mas um novo território: consciente e cheio de movimento.
A ausência de imagens sobre essa fase diz muito.
Diz sobre a nossa dificuldade de olhar para o meio do caminho (e também para o que vem depois dele) onde habitam beleza, liberdade e muita experiência, ou seja: CONHECIMENTO!
Talvez o nosso papel agora seja fazer essa mulher aparecer.
Não apenas nas campanhas, mas nos olhares, nas conversas e nas referências que escolhemos construir. Porque é ali, nesse espaço de presença e experiência, que a vida continua pulsando!
Obrigada a todos que contribuem para ampliar o conhecimento real e verdadeiro sobre essas mulheres, que seguem vivendo com plenitude e coragem.